E não existia história, por que não existia escrita. E ele era agricultor e pequeno negociante de ferramentas simples.
Um belo dia esqueceu em sua casa as sacolas de cereais. Isso acontecia com frequência, por isso nosso herói já tinha encontrado uma solução, pois não podia sair de seu estabelecimento, e nem ela abandonar as funções domésticas e maternas: combinaram sinais, que riscados por um objeto pontiagudo na madeira significavam os objetos perdidos.
Neste dia não foi diferente. Mas tomado por uma epifania de gratidão, entregou ao escravo a pequena tábua que não apenas dizia “saco de milho” como também uma tosca figura humana e um imenso coração, representando si mesmo.
E ela compreendeu. E desde então, nunca mais o milho foi o mesmo.
